domingo, 8 de maio de 2016

Receba a minha e-zine às terças-feiras!


Oi!! Tudo bem?? Meu nome é Othon Júnior, sou Psicólogo, Logoterapeuta, Analista Existencial, e Músico. Juntando a minha formação e minha experiência, compartilho a você meu novo projeto: a minha e-zine, que nada mais é que uma publicação periódica, uma mini revista, distribuída por e-mail

OBJETIVO:
Otimizar significa buscar a excelência. Como disse o mestre nazareno, o homem é um grão de mostarda. Existe uma potencialidade em você, mesmo às vezes você não acreditando. Tenho a intenção de ajudá-lo(a) nessa caminhada de othimização da sua vida com alguns conteúdos

QUAIS CONTEÚDOS?

1 - MÚSICA
Indicação de uma música para você curtir durante a semana

2 - HEBRAICOCIONAL
Microdevocional baseado no significado em hebraico de uma palavra escolhida

3 - OPINIÃO
Reflexão sobre um assunto relevante que tenha ocorrido durante a semana

QUANDO?
Uma vez por semana. Todas as terças-feiras uma nova e-zine Othimize-se estará no seu e-mail

| deixe seu e-mail nos comentários e participe desse projeto ou então basta enviar um e-mail para othimizese@gmail.com solicitando o desejo de participar da e-zine |

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Consumidores de informação ou formadores de opinião?

“Certa vez ela (uma sunamita) sugeriu ao seu marido: ‘Olha: sei que esta pessoa que sempre nos visita é um santo homem de Deus. Portanto, vamos construir para ele, no terraço, um quarto de tijolos e colocar nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lamparina. Deste modo, sempre que passar por nossa casa ele poderá se hospedar nele.’” (2 Rs 4:9,10)

Temos nesse trecho algumas tipologias: uma sunamita (a igreja); um velho (liderança velha, que ficou no tempo porque não tem possibilidade de gerar uma nova geração); e Eliseu (carrega a revelação profética, ele é o espírito da revelação).

Entendido isso, entendemos no texto que a sunamita, isto é, a igreja de cristo – eu e você -, descobriu que não era suficiente ter o profeta apenas como visitante, mas sim tê-lo como morador.

O que isso nos ensina? Que é necessário perdermos o mau costume que os irmãos possuem de ficar pulando de evento em evento, pois necessitam de “um fogo novo”, de um “gás novo”.

A sunamita entendeu que não bastava apenas ter a revelação profética de Deus como visitante, de tempos em tempos. Mas agora era preciso ter a revelação como moradora de sua casa. É preciso transicionar de consumidores para produtores de alimento espiritual. Abandonar o espírito profético como visitante e fazê-lo habitante.

A igreja por muitas vezes não tem gostado de pensar, tem gostado apenas de sugar. É necessário deixar de ser reprodutor de informação e passar a ser formador de opinião.

É preciso tomar o exemplo da sunamita e construir um quarto para fazer a revelação de Deus habitante em nossa morada.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Rito Vs. Espiritualidade

Um dos assuntos quem tem mais me incomodado nos últimos dias é o fato das pessoas confundirem ou não terem entendimento sobre dois assuntos distintos que por muitas vezes se confundem.

Rito, de uma forma simplificada, é um conjunto de palavras e atos que, realizados de forma sucessiva e ou repetida, formam uma cerimônia. São atividades organizadas nas quais as pessoas se expressam por meio de gestos, símbolos, linguagem, comportamento.

Espiritualidade é a instância ou dimensão última do ser humano. É uma realidade humana que está presente em todos os homens. É a dimensão do homem que faz com que este pergunte pelo sentido da sua vida. Pelo que vale a pena viver e pelo que vale a pena morrer.

Muitas pessoas, principalmente os que acham que detém a autonomia do divino, têm confundido rito com espiritualidade. O rito é externo ao homem, se restringe a locais, seja um templo, uma sala ou o seu quarto; ele só pode ser praticado ali, em determinado horário ou dia; e com a ajuda de materiais (velas, livros, orações programadas, amuletos). Enquanto que a espiritualidade, à medida que é intrínseca ao homem é interna, logo não está presa às limitações do rito. A espiritualidade é interna e independe dos limites físicos relacionados à estrutura.


A problemática dos dias de hoje é que as pessoas se valem do rito para dizer que possuem uma espiritualidade. O rito não exclui a espiritualidade, mas esta transcende aquele. A espiritualidade precisa ser maior que o rito, pois este é apenas parte do que eu faço, mas a espiritualidade faz parte de quem eu sou.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Geração Líquida Moderna Vs. Propósito Divino Eterno

Não é de hoje que se sabe que vivemos em uma sociedade em que existe a perda dos valores, parece que não existe mais um norte a ser tomado, não existem mais regras a serem seguidas, cada um parece inventar, criar e seguir sua própria regra.

Isso é o que o sociólogo polonês Zygmund Bauman chama de um mundo líquido moderno, i.e., assim como um líquido, ele jamais se imobiliza nem conserva sua forma por muito tempo. Quase tudo no nosso mundo está sempre em mudança. O que parece correto hoje, amanhã já será fútil e incorreto.

Diante desse quadro que nos é apresentado, fico imaginando e entendendo o porquê da dificuldade que a atual igreja, principalmente aqueles que estão em mais contato com essa liquidez, enfrentam. Dificuldade em qual sentido?

Do outro lado da balança coloco o propósito eterno estabelecido por Deus para cada um que acredita nele. Um propósito, predeterminado segundo a boa, perfeita e agradável vontade dele, que não muda, algo bem sólido, que vai de encontro a essa liquidez moderna.

Tudo muda muito rápido, as tendências, as estratégias de crescimento, de se fazer igreja, de atrair pessoas para o culto. A linguagem se transforma. E nós, enquanto igreja, ficamos diante disso, ao que me parece, perdidos! Pois muitas vezes temos ido atrás da liquidez em vez de ir atrás da solidez, que é Cristo, a rocha.


Por que esperar vários anos até que o processo se cumpra e a vontade se estabeleça se eu posso me adequar à novas tendências, fazer coisas e obter resultados até melhores do que se eu esperasse por aquilo que não muda?!

Essa é uma grande problemática a qual devemos estar atentos para não negociarmos o nosso propósito eterno. Que você não se deixe ser levado pelo balanço da liquidez, mas esteja firme na rocha!

O que aprendi com o profeta Natã?

A história do profeta Natã é encontrada nos livros de I e II de Crônicas. Ele viveu no mesmo tempo em que reinou Davi e depois seu filho Salomão. Foi a este profeta que Davi contou a vontade de edificar o templo de Deus e também por meio dele Deus falou que não seria através de Davi, mas sim por meio de um de seus filhos. Este também foi o profeta que confrontou Davi em seu pecado, além de ter criado Salomão.




Natã foi um homem que deve ter influenciado várias pessoas, porém as mais conhecidas são os reis Davi e Salomão. O profeta confrontou um pecado (2 Sm 12:7) e teve a oportunidade de criar um “amado do Eterno” (2 Sm 12:25). Então, o que eu aprendo com o profeta Natã?

Quando eu tenho um pecado confrontado por Deus, e me posiciono com o arrependimento como Davi o fez, Deus me dá a oportunidade de dar vida a um filho, que será amado por Ele e que irá construir um templo para a adoração do Deus vivo.

Filho e templo aqui, não literais, mas um filho no sentido de uma mensagem (um propósito de vida, uma obra) e um templo no sentido de um altar. Duas coisas que todo cristão deveria levar consigo: uma mensagem e um altar. Só consigo compreender a mensagem que Deus tem pra mim quando me arrependo, troco as minhas vestes (2 Sm 12:20) e mudo a minha mentalidade. Só construo um altar para Deus quando a minha vida passa queimar pela a mensagem que carrego.


Isso é o que devemos aprender com o profeta Natã, a correção de um pecado gerará uma mensagem, pois na área em que você se acha mais fraco é justamente a área que Deus vai te tornar mais forte. E nessa área que Deus tornará forte, você levantará um altar de adoração a Ele. Os altares são móveis, nós somos os altares, logo aonde quer que formos esse altar estará sendo queimado e estará à mostra para que possamos influenciar outras pessoas. 

terça-feira, 15 de março de 2016

Marketing Existencial por Luiz Felipe Pondé

Vivemos na era do marketing. Hoje, vou apresentar para você um novo conceito, o conceito de "marketing existencial".
Marketing como paradigma se coloca ao lado daqueles que, desde a Grécia, como os sofistas, defendiam, contra Platão, que "ser é parecer ser". Portanto, toda nossa conversa hoje pressupõe que você entendeu que em momento algum estamos discutindo "o ser em si" das coisas, mas o modo como elas "parecem ser" no mundo de pessoas em busca de sentido.
Aqui, mesmo a busca da metafísica é uma busca por um bem que faça bem ao "eu" consumidor.
Em breve as ciências humanas trabalharão a maior parte do tempo para o marketing -afora as igrejinhas nos departamentos de ciências humanas por aí. Isso porque a relação do sujeito com o mundo está, a cada dia, mais "commoditizada". Até Jesus é uma commodity.
A principal commodity no marketing existencial é o "si mesmo pleno de si". Daí "existencial" no nome.
O conceito de "existência" nasce com o pensador dinamarquês Soren Kierkegaard, no século 19, pai da filosofia mais tarde conhecida como existencialismo.
A "assinatura" do existencialismo é "a existência precede a essência", ou seja, antes de termos algum significado que nos defina e oriente, somos um "existente jogado no mundo", como pedras, árvores e animais. A diferença é que nós temos consciência, e aí vamos em busca da essência.
Kierkegaard dizia que isso nos faz descobrir que somos "feitos" de angústia. Angústia pelo infinito de possibilidades de um ser que é "apenas" um existente.
Não é longe dessa ideia que Sartre, já no século 20, dirá que somos "condenados à liberdade": pouco importa o que façamos porque tudo tem zero de significado em si.
Vivemos num mundo de existentes em busca de sua "essência", pautados pela lógica do mercado de bens invisíveis.
Vou usar a palavra "existente" pra ficar no domínio do termo, mas você pode trocar por "pessoa" ou "indivíduo" que está valendo.
Como exemplo de bens invisíveis podemos dar liberdade, autonomia, saúde/bem-estar, autoestima, gozo, sentido, ousadia, experiência. Todos podem ser resumidos no conceito de comportamento.
A consequência é que o marketing (acima da política, essa "arte velha") já percebeu que fazemos qualquer negócio (mesmo os que mentem) pra aliviar o vazio desse "existente abandonado no mundo".
O marketing existencial é uma ferramenta, não um conteúdo. O conteúdo pode ser "profundo" como um retiro espiritual no Tibete ou superficial e brega como Orlando.
Pode ser ágil como uma bike num parque ou lento e "coletivo" como escolher o ônibus como opção "existencial". Pode ser barulhento como uma igreja pentecostal ou silencioso como um mosteiro no Monte Athos na Grécia. No foco, o "si mesmo" em busca de sentido.
Algo de muito interessante nesse universo é que a oposição não é entre "profundo" e "superficial", mas entre bens de sentido de luxo e de massa. No mundo do marketing existencial, um consumidor sofisticado é aquele que tende ao invisível, enquanto o consumidor banal é aquele que busca, babando, a visibilidade.
Por isso, em nosso mundo dos conectados, nada mais banal do que defender a conexão, nada mais elegante do que desprezá-la. Quem despreza as redes sociais passa um atestado de consistência existencial porque não "precisa de ninguém".
Comportamento de luxo só é visível pela ação, e não pela ostentação. Muito mais elegante para um existente é parecer dono do seu tempo e andar sem "roupa chique" no shopping do que sonhar em ser Prada quando a alma é da rua 25 de Março.
Felicidade é, evidentemente, um bem invisível, mas relacioná-la a uma mala cheia vinda de Miami caracteriza um existente pobre de espírito. Existente de luxo não compra nada.
Claro, porque ele tem quase tudo ou porque tem uma experiência de autossignificado tão potente que comprar soa coisa "para os fracos".
O marketing existencial de luxo é a "commoditização" definitiva do romantismo e seu desprezo pela modernidade burguesa e mercantilista. Os filósofos definitivos para esse consumidor de luxo são Spinoza e Nietzsche.
ponde.folha@uol.com.br
@l_fponde

quarta-feira, 9 de março de 2016

Que é a música?


A música é – de modo incomparável no seu gênero e na sua ambivalência – imagem do cosmos e quinta essência da representação da paixão humana, voz angélica em louvor de Deus e instrumento do demônio, promotora e destruidora do bem e do mal. Como nenhuma outra arte, ela pode sarar e consolar, embelezar e exaltar, estimular e pacificar, seduzir e fortificar. Sendo existencial neste sentido, consegue obter em grau máximo o efeito geral da arte: atrair a si e ao seu mundo. – um outro mundo – o homem na sua esfera existencial. (Hans Eggebrecht e Carl Dahlhaus – Que é a música?)

A música é considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. A música é uma forma de expressão do homem. Todo homem pode expressar-se através da música, seja criando ou reproduzindo. Pois, como bem disse Eggebrecht e Dahlhaus, representa a emoção humana.

Partindo desse pressuposto desejo levantar no decorrer dos nossos momentos reflexões acerca de homens que buscaram expressar suas inquietudes existenciais. Mais do que conceituar, segmentalizar, ou catagolar, procurarei analisar a angústia humana na sua busca pelo divino.

Nos evangelhos de Mateus e Marcos, é relatado que o Mestre de Nazaré e seus discípulos cantaram um hino após a ceia. Esse é o único relato de Cristo cantando, ele estava expressando as suas emoções, pois havia chegado o momento de sua crucificação. Segundo a tradição os hinos que eles cantaram são os chamados “salmos do Hallel”(hallel significa louvor), que segundo o comentário bíblico Moody, seriam os Salmos 105-118, cuja recitação encerrava a ceia. 


Durante a semana que você possa refletir em cima desses Salmos e tentar imaginar qual deles Jesus cantou antes de ir para o monte das oliveiras. Eu creio que ele cantou o Salmo 116 e você?