Duas figuras centrais na história
do mundo Cristão: Adão e Jesus Cristo. Várias passagens da Mensagem relatam
essas duas figuras. A história gira em torno da consequência das escolhas
feitas por Adão e por Jesus.
Da mesma forma está escrito: “Adão, o primeiro homem, foi feito alma
vivente; o último Adão, no entanto, é espírito vivificante!” (1 Co 15:45)
Adão, conhecido como o primeiro
homem, nasceu do pó da terra, o Eterno soprou fôlego de vida em suas narinas.
Porém, uma condição foi-lhe imposta para que tivesse vida: ele não poderia
comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Aqui, a questão não é sobre o
conhecimento do bem e do mal, mas sim sobre vida e morte. De um lado a árvore
da vida e do outro lado a árvore que quem comesse do seu fruto morreria.
O primeiro Adão então, tentado no
paraíso, resolve comer da árvore da morte. Com o seu ato, o primeiro homem
reivindicou para si o controle da sua existência. Deixou de lado a sua
dependência total do Eterno. O filho que come do fruto da árvore do
conhecimento do bem e do mal expressa sua rebeldia, pretende a sua autonomia em
relação ao criador. Após comer o fruto, o primeiro Adão morreu para o seu relacionamento
com o Eterno. Negou todo o cuidado do Eterno para com ele. O primeiro Adão quis
ser independente. Ele rejeitou o Eterno. Disse não ao Pai.
Jesus, conhecido como segundo homem ou último Adão, nasceu do
Espírito. O último Adão escolheu a vida. Ele não tinha de um lado a árvore da
vida e do outro a árvore do conhecimento do bem e do mal, mas tinha de um lado
a cruz e do outro lado o caminho largo que levaria a perdição.
O último Adão, tentado no deserto
– e só fora tentado no deserto, pois o primeiro fora expulso do paraíso e
transferido para uma terra seca, árida, ou seja, o deserto -, resolve seguir o
caminho da cruz. Com o seu ato, o segundo homem entregou totalmente o controle
de sua existência ao Eterno. O filho que come do fruto da árvore da vida é
aquele que diz sim ao Pai. Rendeu-se à dependência do Eterno. Após escolher
seguir para cruz, o último Adão, entregou-se para um relacionamento com o
Eterno. Abraçou todo o cuidado do Eterno para com ele. Ele submeteu-se ao
Eterno. Disse sim ao Pai.
O primeiro Adão tinha em seu existir a expectativa de ser tudo aquilo que o Eterno tinha planejado para o ser humano. Ficou apenas na expectativa. O primeiro homem não foi tudo aquilo o que o Eterno imaginara a respeito de um ser humano. O último Adão tornou-se tudo que o Eterno planejou para o ser humano.
O último Adão trouxe a renovação
do ser humano. Ele nos levou de volta à origem, de volta ao plano inicial do
Eterno para o ser humano. O segundo homem nos mostrou o modo de ser que o
Eterno planejou para o ser humano. O segundo homem é a representação de outra
dimensão da humanidade. É uma nova forma de existir. Um novo modo-de-ser.
Primeiro e último Adão: isso
significa que já acabou. Há interpretações que dizem que são dois tipos de
raças humanas. Mas não, a raça é a mesma, porém o modo de existir é diferente. Existem dois tipos de existir enquanto
ser humano. O estilo do primeiro homem: aquele que reivindica uma autonomia em
relação ao Pai. E o estilo do segundo homem: aquele que se rende ao Pai.
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