terça-feira, 28 de outubro de 2014

Eu quero ir

Aonde ninguém foi,
eu quero ir.
No lugar nunca pisado,
eu quero ir.
No caminho inexplorado,
eu quero ir.
Habitar em tua presença,
eu quero ir.
Mesmo que pareça difícil,
eu quero ir.
Apesar das circunstâncias,
eu quero ir.
Sendo passível de derrota,
eu quero ir.
Reescrever a minha história,
eu quero ir.
Transformar a minha rota,
eu quero ir.
Alinhar a minha vida,
eu quero ir.
Recebendo uma nova chance,
eu quero ir.
Abraçando a nova vida,
eu quero ir.
Que sempre sonhei,
eu quero ir.
A vida que vem do céu.

sábado, 25 de outubro de 2014

Ti

Te entrego o meu coração
Te entrego a minha vida
Meu dou a ti.

Todos os meus anseios
Todos os meus desejos
Dou a ti.

O meu carinho
A minha dedicação somente
A ti.

Apreço
Entrega
De ti.

Todos os teus ardores
Todos os teus fervores
Recebo de ti.

Reciprocidade
Propósito
Tudo recebo de ti.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Hoje eu...

Parafraseando o poeta, 

Oh Eterno,
Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Depois de um dia normal

Oh Eterno,
Hoje eu preciso te abraçar
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz

Oh Eterno,
Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar

Oh Eterno,
Hoje preciso de você
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Será hoje?

No mar da graça navego. 

E uma tempestade enfrento. 

É uma imensidão.

Olho para todos os lados

Nada vejo.

Nadar?

Quem sabe...

Não sei o que fazer

E o barco, tenho impressão, vai revirar.

 Será hoje?

Eu pensei conhecer 

Sabia sem me enganar

Para onde navegar. 

Dúvidas surgem.

 Qual caminho tomar?

 Olho a bússola:

É ela que me salvará? 

Não! 

O meu socorro vem 

Do que está por cima da tempestade. 

E ele é quem me guiará para águas tranquilas.

Um só coração

Um de em com o outro
Um encontro a dois
Há dois anos pois,
Tudo que era dois
Virou um.
Antes, é se dois?
Hoje, S2
Hum... Coração,
Hoje temos
Um só coração!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Como se fosse a última vez

A hora de ir à tua casa se aproxima. Penso se tenho ido no modo automático. Ou não. Se me banho, me arrumo, me perfumo e vou à tua casa com a ideia de que esse, o dia de hoje ser, talvez, a última chance que tenho de te encontrar. Penso e vejo que a posição que tenho tomado é a do desleixo, penso que a vida ainda será longa por que hoje, ainda sou jovem (e quem disse que a duração da vida tem alguma relação com os meus poucos anos?!). 

Mas tento não me prender a isso e nego esse paradigma. Imagino que terei anos duradouros pela frente e por isso vou ao teu encontro de qualquer jeito. Penso que ainda terei várias oportunidades para ir, como se fosse a última vez e finalmente chegar o momento de aproveitar tudo o que tiver ao meu alcance. Ainda terei chances de me preparar adequadamente. Ainda conseguirei ir ao teu encontro com o coração aberto e a mente vazia. O coração aberto para te sentir. E a mente vazia para não pensar nas coisas temporais que passam diante dos meus olhos. Com o coração aberto para sentir o teu afago. Com a mente vazia das preocupações do cotidiano. Com o coração aberto, pronto para afastar todas as angústias da minha alma. Com a mente vazia para quebrar todos os sofismas. 

Ora, e se, eu soubesse que hoje fosse minha última oportunidade de te olhar, como eu iria até você? Com certeza usaria a minha melhor roupa, o meu melhor perfume, me prepararia da melhor forma, aproveitaria cada momento. Estaria diante de ti, não apenas fisicamente como o tenho feito, mas também com todo o meu entendimento, com toda minha alma e com todo o meu coração. Cada momento seria único e o levaria comigo para a eternidade. Mais ainda, e se, toda vez que, quando estivesse me arrumando para ir ao teu encontro, eu me comportasse como se essa fosse a última vez?


terça-feira, 9 de setembro de 2014

No horizonte, o retorno

Caminho à paz, sós; lentos
pela estrada que me
levará para lá.
Com a vista baixa,
olhando o solo, à ri do caminho,
penso em dez, animar...
O calor do sol que és, quente!
Ah, minha nuca!
À uma temperatura
capaz de dê, reter
a própria excalibur.
O suor és, correndo
cá, reta, faço;
cá, indo nos meus olhos, 
ardendo minha vista.
Porém ainda tenho
minha visão.
Levanto os olhos e
miro o horizonte.
É lá!
Para lá que irei!
Lá, o lugar onde
há o encontro
do céu com a terra.
Lá, o local em que
a residência do Eterno beija
a morada da humanidade.
Lá, o local do encontro!
O local do retorno da terra ao céu.
O retorno do humano ao Eterno.